terça-feira, 1 de junho de 2010

Seu dinheiro — está seguro no banco?

‘COMEÇARAM a fazer fila na segunda-feira de manhã. Enfrentaram um frio rigoroso e uma espera de umas cinco horas. As calmas afirmações de executivos bancários, economistas e líderes políticos, garantindo segurança, apenas aumentaram a sensação de pânico. Em toda a nação, na verdade em todo o mundo, uma sempre crescente multidão assedia os bancos com a mesma exigência — QUEREMOS O NOSSO DINHEIRO!’

Será essa a notícia que lerá algum dia no futuro próximo? O The Wall Street Journal recentemente citou o economista Alan Greenspan como tendo dito que “as possibilidades de uma perigosa falência [bancária] são as maiores em meio século”. Por quê?

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Escapando das Garras da Armadilha Empresarial




Mas, com cinqüenta e quatro anos de idade, que chances tinha ele de encontrar emprego em outra parte? Onde poderia encontrar uma posição que pagasse tão bem em dinheiro, prestígio e benefícios? Na verdade, havia competidores que ficariam contentes de empregar um homem de sua madureza e qualificações, se os ajudasse a sobrepujar sua firma atual. Mas, isso significaria ascender com tanta ou mais dificuldade a pirâmide empresarial deles.

Em primeiro lugar, ele tinha de decidir — e conciliar sua família com isso também — que o alívio da pressão do emprego poderia ser um artigo que se compra e pelo qual se paga. A que custo? Possivelmente um mais baixo padrão de vida. O dinheiro não mais devia ser a única vara de medir os valores.

Mr. Kinley sabia que ter um conceito sensato sobre o dinheiro é importante. A Bíblia o expressou meridianamente: “O amor ao dinheiro é raiz de toda sorte de coisas prejudiciais, e alguns, por procurarem alcançar este amor, foram desviados da fé e se traspassaram todo com muitas dores.” — 1 Tim. 6:10.

Sentia Mr. Kinley que, se desejasse viver por muito mais tempo, tinha de fazer uma mudança. Algo em seu próprio corpo e em sua mente lhe dizia a mesma coisa que um estudo durante quinze anos, feito pelo Centro Médico da Universidade de Duke, havia concluído: a satisfação com o trabalho é um dos fatores mais vitais para a vida longa.

Uma semana depois daquele almoço com Earl, Mr. Kinley quietamente entregou seu pedido de demissão.

Dentro de dois meses, trabalhava três a quatro dias por semana como consultor independente, a serviço de firmas menores em seu ramo. Não ganhava tanto quanto antes. Perdera certos valiosos benefícios adicionais, tais como o seguro em grupo. Este era o preço que pagava pelo alívio que sentia da pressão do trabalho. Valeu a pena?

Em sua própria mente, Sim. “Sinto uma felicidade íntima infinitamente superior. Escapei das garras da armadilha empresarial. Agora disponho de tempo para passatempos, para estudo e reflexão, tempo para flexionar minhas próprias faculdades de raciocínio. Agora trabalho para viver. Espero que jamais tenha de novo de viver só para trabalhar.”

Este relato da vida real de um homem de negócios estadunidense suscita-lhe a seguinte pergunta: Será que seu emprego é o seu dono?

Doença Causada Pela Tensão

Mr. Kinley sabia bem no íntimo que os sinais de perigo em seu sistema nervoso estavam bradando “crise”. Os comerciantes que mostram suas úlceras como medalhas de honra dispõem dum eufemismo para isso — a palavra “tensão”.

Que ajuda poderia obter ele do psicólogo da firma? Mr. Kinley sabia o que este aconselharia: “Deixe seus escrúpulos de lado e faça o jogo comercial segundo suas próprias regras.” Em seu livro Business as a Game (Comércio Como um Jogo), Albert Z. Carr afirma: “Os homens cujas decisões e ações econômicas estão sobrecarregadas de sentimentos pessoais acham difícil suportar a tensão dos negócios.” Aconselha os comerciantes a reservar seus escrúpulos para a vida cotidiana, porque “a estratégia dos negócios difere substancialmente dos ideais da vida privada”. Andrew M. Hacker, num artigo intitulado “Como Se Faz um Presidente [duma Corporação]”, anui: “Como ele reage a este desafio [de fechar os olhos a um produto de qualidade inferior] será notado por seus superiores.” Não só o homem que é escrupuloso demais para “fazer o jogo” dificilmente se tornará presidente, mas, como Carr adiciona: “Ele ficará feliz se puder manter qualquer cargo de diretor e conseguir evitar a doença causada pela tensão.”

Os diretores aflitos, todos em seus trinta e quarenta anos, se sobreviveram, competiram num mundo que exige consecuções. Constante impulso afirmativo os põe a caminho num ritmo que, por fim, toma conta de suas inteiras personalidades. Daí, ao atingirem seus cinqüenta e poucos anos, verificam ser-lhes impossível frear o passo, descontrair-se, ajustar-se ao processo de envelhecimento. Aqueles que não conseguem enfrentar a realidade, diz o Professor William E. Henry, da Universidade de Chicago, “literalmente correm para a morte”.

A empresa moderna não raro move os homens incessante e implacavelmente, para um estado agitado de atitudes destrutivas em seu interior — medo, ódio, ira, ciúme, suspeita, frustração, inveja, culpa, insegurança, dúvida de si.

Mr. Kinley verificava que se sentia não só tenso, nervoso e irritadiço, mas, o que é pior de tudo, exausto. Era uma espécie de exaustão soturna e desoladora. Não podia fechar a porta de suas contrariedades comerciais no fim do dia e expulsá-las da mente em sua casa. Uma ressaca de exaustão, que se vai acumulando desde segunda-feira até que, por volta do fim-de-semana, ele precisava de sábado e domingo apenas para descansar e recuperar-se.

Não Há Posições Para Retirada Rápida

Mr. Kinley confrontava um dilema pessoal. Estava cansado e aborrecido com seu emprego. A alta direção ignorava por completo seus apelos contra inundar o mercado com produtos inferiores. Desde que a companhia se fundiu num conglomerado de firmas, a pressão de forçar os homens a trabalhar mais e a produção no máximo de capacidade apenas havia sido intensificada. A maioria dos homens em sua volta eram do tipo conformista, aceitando a ética da corporação assim como os patos gostam da água, famintos de progresso. Como age um homem diante de um poder corporativo avassalador, implacável e impessoal que usa e esgota os homens e descarta-se deles?

Que alternativas havia? Enquanto a firma era pequena e independente, era possível, em alguns casos, que, à medida que o homem envelhecesse, pudesse retirar-se para a segurança de uma posição quieta e fixa a que os homens mais jovens dificilmente aspiravam. Mas, agora havia uma tabela corporativa pendurada na parede do escritório do diretor-geral, tabela em forma duma pirâmide. Cada posição era um bloco em tal pirâmide; um degrau ascendente em que os homens mais jovens, mais fortes e mais capazes sempre estavam ansiosos de subir.